Atualmente vemos no cenário gospel brasileiro uma grande diversificação de doutrinas e inovações que se renovam a cada dia, as ideias vão afora da adoração a Deus e chegam ao ponto de simplesmente agradar o público, sendo esta época uma época marcada pela exaltação do homem em todos os segmentos da sociedade. E religiosamente falando, este é o tempo da beneficiação do homem em todos os aspectos, vemos muitos meios de expressão cristãos se mostrando cada vez mais distantes das doutrinas bíblicas, e agindo como anestesiados e anestesiadores espirituais, tanto que uma grande parte do público evangélico não consegue discernir os enganos que nos sobrevêm encobertamente. O esquecimento ou arquivamento de doutrinas cristãs fundamentais tem levado grandes multidões ao esfriamento espiritual, sendo levados a apenas um avivamento superficial onde a emoção, o entretenimento, a euforia e o interesse próprio tem prioridade, e assim sendo o homem cada vez mais cresce e deixa cada vez menos espaço para um verdadeiro mover de Deus que é caracterizado por uma verdadeira adoração. Parece que ninguém mais se lembra da voz que clama no deserto(João Batista) que cita uma das frases que mais impactantes dentro do contexto bíblico; “Convém que ele cresça e que eu diminua.”(Jo 3:30). Desta forma João Batista demonstra a sua humildade e submissão a Deus.
No quadro atual, o homem que é a bola da vez muito tem aprendido em adorar, tanto é que ele até se tornou até um adorador por excelência, e o seu status de perfeição é tão grande que este termo se tornou até música, desentoando o contexto doutrinário bíblico e adaptando este tipo de pensamento a adoração contemporânea nas igrejas sem percepção do erro. Para que compreendamos a gravidade de tal afirmação, temos que analisar o significado de tal expressão, o dicionário Michaelis nos dá um significado de o que a palavra excelente significa, analisemos: ex.ce.len.te - 1. Que é superior ou muito bom no seu gênero. 2. Primoroso. 3. Bem acabado, perfeito. 4. Exímio. 5. Distinto. Se aquele que adora, é um adorador por excelência, pela sua excelência ele adora, ou seja, pela sua superioridade, pelos seus méritos. Quem é o homem para que tenha algum mérito? Que raça é essa que pode alcançar excelência mesmo em meio a uma vida pecaminosa que desagrada a Deus? É necessário que entendamos que o nosso menor pecado já desagrada a Deus de tal maneira que o seu impacto espiritual é semelhante a uma grande afronta, pois para um Deus totalmente santo o mal é simplesmente incompatível, e assim sendo somos totalmente desaprovados por Deus, mesmo quando nós queremos fazer o bem, as nossas justiças não passam de trapos de imundícia, pois o nosso mal está entranhado em nosso DNA, nos fazendo impuros mesmo quando somos bem intencionados e aparentemente bons. Como a bíblia nos mostra “todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.” (Rm 3:12). Assim a bíblia descreve a posição do homem caído, que quebrou os laços com Deus logo nos seus primeiros moldes, desenfreado uma natureza caída que tem agravado os seu mal com o passar dos tempos e tem sido extremamente estimulada pelas mazelas desta era.
Quando analisamos a bíblia, as nossas honras se reduzem a pó, pois é disto que a graça se trata; o resgate de uma criatura totalmente ingrata e coberta pelo erro, que não tem condições de se reerguer, e é abençoada com a providencia divina, que fornece a todos os que aceitarem um caminho de salvação suprindo os requisitos da lei divina, reerguendo esta classe vivente a posição de adorador. Para que isto acontecesse, Deus enviou ao mundo o seu próprio Filho, se fazendo carne e habitando entre nós, ensinando a essência da vontade de Deus e se doando por todos nós, quando passou pela terrível humilhação e morte de cruz que resultou no sucesso total do nosso salvador por excelência, que nos comprou com sangue carmesim e nos permitiu sermos regenerados e cobertos pelo seu sacrifício que em tudo agradou a Deus pela salvação definitiva através da sua graça manifesta pelo Filho, para aqueles que se deixarem ser transformados e justificados pelos méritos daquele que é o Pastor por excelência, que conduz o seu rebanho de volta ao caminho, arrancando-o do terrível abismo e o trazendo para o seu Reino de amor. Foi o primoroso Filho, superior a todas as criaturas quem pagou um alto preço, e foi da vontade de Deus que isso acontecesse como está escrito em um dos contextos messiânicos mais lindos das escrituras: “Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si.” (Is 53:10-11).
Jesus fez tudo por nós e nós nada tivemos a oferecer, quando tentamos servir a Deus fomos iludidos por nossos instintos e acabamos nos rendendo ao orgulho de rejeitar a maior expressão de humildade já vista por um ser humano, como assim fizeram os judeus que tiveram o privilégio de serem escolhidos e preparados, rejeitaram um Deus que deixa a sua glória e se faz menor até do que os anjos, se fazendo homem. O ser humano agiu desprezando-o e condenando-o, assim provando que nós jamais seriamos capazes de fazer o bem por conta própria, sem Ele nós seriamos apenas estrelas errantes viciados em algum tipo de sistema de convivência. Quando pensarmos que somos alguma coisa, devemos sempre nos lembrar de que nós de nada temos méritos, e apenas somos criaturas que possuem um instinto maligno e se isso não for refreado nós jamais teremos alguma chance de agradar a Deus. Por causa da excelência de Jesus, somente por Ele, que é totalmente santo, justo e amoroso, é que podemos voltar para Deus e termos uma cobertura para a nossa multidão de pecados. Pela Excelência do Filho de Deus é que hoje nós temos o poder de escolher entre o bem e o mal e assim somos transformados de dia e de noite até chegarmos a estatura de varão perfeito, de glória em glória, seguimos às custas da obra sacrificial que manteve a existência da nossa espécie.

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